quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Soneto da imortalidade

De tudo, ao meu tesão serei atento,
Na cama, no banheiro, sempre e tanto
Que mesmo em face de labuta tanta
Mais se me alongue o pau e o desempenho.

Quero foder em cada vão momento.
E em tal prazer hei de espalhar meu canto,
No sabor da campanha dilatando
O meu gozar e o meu divertimento.

E, assim, quando mais tarde me procure
Talvez a Morte, qual mulher mundana,
Querendo ter o seu longo deleite,

Eu possa lhe dizer, já sobre a cama:
“Não posso te foder eternamente,
Mas que sejas fodida enquanto eu dure”.

Soneto a Priapo e outros sonetos

Soneto a Priapo

Melhor do que Viagra é o deus de Sade
Que inspira todo amante e que contenta
Toda mulher que chega à sua presença
Só para lhe tocar a grande parte.

Rochester fora seu fiel disfarce.
Seu membro enrijeceu com tal veemência
Que até a Morte lhe quis abrir a fenda.
Assim (mas mais sutil) também Bocage.

Ó deus, olhai para esta humanidade!
Vede que na indecência ela se encontra
E dai-lhe, na indecência, alacridade,

Sem, contudo, lembrar daquela prenda
Que vos fugiu de vós na flor da idade,
De quem a flor ainda vos aumenta!

 
A recatada

“Senhor, como tu queres que eu te chupe?
Conheço desse gesto mil maneiras
De saciar-te. E delas a primeira
É segurar-te o pau que a boca o busque.

Eu posso te chupar a todo galope;
Lamber-lhe ao mesmo tempo, caso queiras,
E te embainhar a espada de maneira
Que, o ar não te faltando, te sufoque.

Se isso não for a ti satisfatório,
Eu posso abrir meu racho e assim chupar-te
Com tal voracidade em tal volúpia.

Mas se ainda assim o prazer não te for caro,
Te virarei do todo aquela parte,
Que, me comendo a mim, serei quem chupa”.

 
Maricota

Queria Maricota um namorado
Para poder foder em liberdade.
Deixava-se à janela toda tarde
Só para ver passar rapaz galhardo.

Aconteceu de um homem refinado
Um dia se encantar por sua beldade.
Quis-lhe ao Pimenta e, sem disparidade,
Levou-a para ser mulher casada.

Ela pensou que iria todo dia
Foder além da conta. Mas o egrégio
Não na queria assim, mas pra outra vida.

Viveu de Amélia até morrer de tédio.
E, embora não da forma que queria,
A grácil Maricota foi fodida.

A conversa

“Senhor, o que desejas?”. “Te comer”.
“Não sejas tão direto”. “Então montar-
-Te”. “Sê-me mais gentil”. “Prazer te dar”.
“Sê-me um tonto”. “Poder te merecer”.

“Ai como eu posso em ti tudo entender!
Ai como eu me umedeço de pensar!
E após, o que planejas?”. “Te arrombar
E, com meu pau suspenso, te foder”.

“Assim irás gozar de meus favores”.
“Que favores? Eu quero a minha pica
Atolada bem no fundo da tua greta”.

“Ai que palavras cheias de pudores!”.
“Fecha essa boca, fecha, que me excita
É ter-te enfraquecida, a pena aberta”.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Aparências

Após tanta insistência, consentiu
A dama que a tivesse o namorado.
Cuidou, sendo nariz dele alongado,
Que à cama gemeria horas a fio.

Porém, do que esperava pouco viu,
Que o dele era pequeno e o dela, ampliado,
De modo que em lugar tão dilatado
Seu pau nem mesmo entrou logo saiu.

Então lhe disse a dama, já frustrada:
“Mas que nariz mais mentiroso tens!”.
Ao que ele respondeu, dando risada:

“Não deixes teu semblante tão franzido,
Se o meu nariz o teu prazer retém,
O teu, ó dama, foi fiel contigo”.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O prazer de Caronte

Por ser todo sovina e todo austero,
Enlameado, anoso e todo sujo,
Caronte não comia alguém no Inferno,
Era antes com seu pau muito sabujo.

Porém, estando um dia a executar
Sua rotina irosa, ele encontrou
Uma alma feminina a suplicar,
Sem óbolo e sem ramo, sua função.

Sem suprimir sua raiva, acometeu
Contra ela ferozmente, quando viu
Seu seio palpitante e empedernido;

E o seu membro viril enrijeceu-
Se. Então, por pagamento lhe exigiu
Da travessia em troca o seu vestido.

Qual Santa Egipcíaca ela anuiu.
Foi pra Caronte um dia merecido:
A cona e o rabo dela ele comeu.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Adão e Eva

Não foi Eva culpada do pecado
Que fez todos na Terra pecadores;
Adão, não conseguindo seus furores
Frear, na cona teve o pau cravado.

O que ocorreu foi Eva ter gostado
De ter do seu jardim colhidas as flores;
Se aproveitou do assalto e, sem pudores,
Antes com gozo, então, virou-lhe o rabo.

Se vê que ela não teve propriamente
A culpa do pecado que a condena;
Adão a surpreendeu com sua serpente

E deu-lhe na maçã uma mordida.
E assim se fez a religiosa cena,
Adão fodendo Eva, Eva fodida.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O desejo

Senhora, se o desejo que me inunda
De te furar o cu não te contenta,
Não fiques ofendida: dá-me a bunda;
Prometo: enfiarei só na boceta.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vênus

Oh, Vênus, se me pedes pra escolher
Qual posição mais gosto de foder-
-Te, saibas: de todas, a preferida
É aquela onde eu enfio a minha pica.

Mas por que isso me pedes se a peleja
É tudo o que a tua cona mais deseja?
Oh, sim, sim... Eu entendo... É tudo um jogo.
E o teu maior prazer, quando te fodo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rochester canta Camões:

“Eu cantarei de sexo mordazmente
Por uns termos em si mui depravados
Que mais de dois mil paus e dois mil rabos
Irão foder alegre e loucamente.

Farei que o pau de todos acrescente
E os rachos se contentem de enfiados,
De tal forma que mesmo os recatados
Irão bater punheta em vossa frente.

Também, senhores, da vergonha honesta
Das putas e dos cus dos poderosos
Eu cantarei somente a vos picar.

Porém, para cantar com voz experta
O pau e a cona em gritos sonorosos,
Aqui falta foder e enfim gozar”.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Bocage canta Camões:

“Eu cantarei de sexo ardentemente
Por uns termos em si tão enlevados
Que dois mil pretendentes excitados
Possam sentir a espada mui fervente.

Farei que o sexo a todos avivente,
Pintando mil gemidos abafados,
Muitas conas, suspiros inflamados,
Temerosa ousadia ao pau crescente.

Também, senhores, do desprezo presto
Duma insegura cona, jovem rosa,
Eu cantarei somente a vos mostrar.

Porém, para cantar a vós o sexo,
A composição física e gostosa,
Aqui na parte o pau falta encravar”.